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Link do Blog do César Souza (revista Época Negócios)

Entrevistei Reginaldo Bezerra, presidente da GRI - Gestão de Resíduos na Indústria e também da Koleta Ambiental, especializada na prestação de serviços de logística, acondicionamento, coleta, transporte e destinação final de resíduos para a indústria, comércio, organizações de serviços e de serviços de saúde. É a maior empresa da América Latina em seu segmento. Está sempre em busca de novas soluções para clientes preocupados com a destinação ambientalmente correta de seus resíduos.

Leia a entrevista:

1. Como é que a GRI e Koleta prepararam seus líderes para este período de crise e incertezas?

Nós sempre acreditamos que podemos melhorar nossos processos e que podemos superar cada ponto atingido. Isto faz com que não haja temor nos momentos difíceis, pois haverá sempre uma saída e, provavelmente para melhor. É o que os especialistas classificam como “oportunidades nos momentos de crises”. Também, mesmo na época de “vacas gordas”, sempre estivemos focados em custos, pois temos como lema na GRI e Koleta que custos são como unhas, têm que ser cortados continuamente. Estes conceitos, amplamente difundidos com os respectivos líderes destas empresas, fizeram com que não sofrêssemos grandes sobressaltos com a atual crise.

2. Quais os maiores sonhos e pesadelos dos líderes empresariais brasileiros?

O maior sonho de um homem é o Conhecimento e nisso a história bíblica registra muito bem quando o Rei Salomão não hesitou ao escolher de Deus como seu maior bem a sabedoria, ao invés das riquezas. Através do conhecimento, aliado ao bom senso, os líderes tomam decisões com grandes probabilidades de sucesso.Com os efeitos da globalização, com conseqüente expansão dos mercados, ficou mais nítida a necessidade de maior capacitação para o desenvolvimento dos negócios, assim como para atender os anseios dos stakeholders. Quanto aos pesadelos, vejo que a mudança brusca de cenário constitui o maior temor, o fator surpresa joga por terra todo um planejamento feito, principalmente se o líder não estiver bem preparado.

3. Em sua opinião, como será o comportamento da economia brasileira no segundo semestre e quais serão suas ações?

Esta crise pode ser interpretada de duas formas: ou como a história dos índios que juntavam muita lenha para se aquecerem, esperando um rigoroso inverno que viria, baseados nas informações do serviço de meteorologia, onde este, por sua vez, previa um forte inverno devido ao comportamento dos índios de juntarem muita lenha, ou então, pode ser entendida também pelo estouro de uma bolha, onde as coisas demandarão um certo tempo para se assentarem.

De qualquer forma, temos visto que as ações tomadas pelas empresas brasileiras desde o final de 2008, apoiadas pelo governo, estão começando a surtir efeito e, certamente os resultados mais significativos aparecerão já no próximo semestre. Como exemplo, temos a indústria automobilística com a retomada das contratações de novos funcionários. Em nosso caso, mais específico na Koleta Ambiental, os investimentos programados para 2008 ainda não realizados, retomaremos já à partir de julho.

Ouça abaixo, as três dicas que Reginaldo Bezerra gravou sobre o papel do líder na empresa:

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